Tempo sem fotografias e pessoas de passagem
Tramas que aumentam ao pé do ouvido
Decadência em forma física
e sem revestimentos no banco traseiro do carro
Pioneiro de uma época sem heróis
mas repleta de aprendizes que pagam para ver
Euforias em forma de chopes
sanduíches do Diego
conversas enfumaçadas no corredor
planos cozidos em panelinhas
O futuro melhor e mais bem pago logo à frente
eclipsado pelo próprio fechamento
pela ligação que puxa de volta à realidade
pelo chão que afunda e denuncia estranhos
Tantos rostos que mal ganharam formas
antes de sermos apresentados às costas
Não me entendam. Achei essas frases jogadas na última página do meu bloco. Saudades daquele jornal-espelunca :-)